domingo, 20 de novembro de 2011

Começo de uma luta

     Há mais ou menos 5 meses, minha vida mudou radicalmente. Me vi em um emprego que não estava me fazendo feliz, o relacionamento com o meu noivo estava cada dia pior e descobrimos ( eu e meu tio) que minha Mãe estava com um quadro de depressão profunda.
     No começo não foi nada fácil, pois ela não aceitava e até hoje não aceita que podemos ajudar e o melhor, que somente vai sair dessa luta, quando ela se ajudar. 
     Com o passar dos dias, com a ajuda de uma psiquiatra muito boa, a querida Doutora Silmara, os remédios foram começando a fazer efeito e seu quadro foi melhorando. Mas essa luta é diária, pois tudo muda ao amanhecer.. 
     Mas mesmo assim continuamos insistindo.. A essa altura ela já estava morando na cidade de Costa Rica, interior de Mato Grosso do Sul. Pois não podia ficar sozinha. A médica explicou que o perfil da minha mãe, não é suicida, mas quando a crise se agrava e como a cada dia ela acorda de um jeito, não é recomendado que ela fique sozinha e onde ela morava, Campo Grande, só ficavam ela e meu irmão, que não fica em casa e isso colocaria sua vida e saúde em risco.. 
     Todo o tratamento é muito demorado e  isso deixa minha Mãe mais agoniada pois ela é muito imediatista, gosta das coisas na hora dela, do jeito dela.. Então, imaginem como é a luta.. hehe
    Foram se passando os dias, os meses e veio uma nova crise: uma recaída. E quando elas voltam geralmente são mais fortes do que a última. Seu quadro tem se agravado dia após dia, anda com dificuldade, não se alimenta direito, só quer dormir, não tem vontade de conversar, ou seja, desânimo profundo. 
    A visão de quem está de fora do problema é sempre positiva, no meu caso principalmente, pois eu creio que tudo são fases, que tudo vai mudar e ela vai ser curada!
   A solução que achamos junto com a nossa médica, foi a internação. Quero deixar bem claro que essa atitude só foi tomada como última alternativa. E a Dra Silmara nos deixou muito esperançosos pois o acompanhamento seria muito melhor, intenso e as chances dela se adaptar aos remédios seria mais fácil. 
   Hoje estamos aqui, eu e ela nesse hospital, que não tem nada a ver com aquelas cenas que imaginamos: de que se vêem loucos caminhando, correndo, gritando pelo corredor, tendo choques, dopagem de remédios. Claro que existe essa ala, mas aonde estamos é a Ala do Depressivos, ou seja pessoas que estão em quadro parecido com o da minha Mãe.
   É um lugar muito calmo, com enfermeiras muito competentes. Nos deixam muito a vontade e estão sempre prontos para nos atender com muita simpatia. Para ser sincera, achei que ia encontrar pessoas muito estressadas, chatas.. 
   Eu não tenho como saber e nem garantir que em todos os lugares são assim, mas aqui onde estamos tudo está muito bem! Pelo que a médica disse, provavelmente serão uns 10, 15 ou 30 dias de internação. Estamos no segundo  dia. 
   Como já disse, são fases.. Eu só espero que quando ela adormecer , acorde curada! Pois sei que Deus não nos desampara, que tudo o que passamos tem um motivo, razão de ser. Por isso confio e sei que isso logo vai passar e vou ter minha querida mãe de volta! 
   Ás vezes as situações parecem muito difíceis, mas a paciência e a tolerância, vão trazer um novo amanhecer.


Beijos e até a próxima :*
   

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